terça-feira, 4 de agosto de 2015

Golpe de vista

Teu corpo pertence, agora,
Ao meu campo de visão,
E, mesmo que, outrora,
Não soubesse teu nome,
Te amo, incompreensivelmente,
Como todos amores de Platão

Hoje, recrio minha vida na tua,
E, mesmo sem trocar uma palavra,
Seremos dois até ser um,
Quando voltaremos a ser nenhum

Vivo mais um amor platônico em vão,
E todos os dias são iguais aos que
Escrevi nosso futuro
Nas linhas
Da palma
Da tua
Mão

Nenhum comentário:

Postar um comentário