segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Ser humano

Caminho pelas ruas
Com os mesmo passos de sempre
Exatamente os mesmos passos tímidos

Caminho pelo tempo
Com outros passos
Talvez
Com passo nenhum

Sigo o compasso

Sinto um calafrio
Eram os ventos que sopravam
Acabaram os calafrios
Aqueles calafrios
Sem motivo
Sem razão
Sem você

Desisto do compasso

Aguardo o silêncio
Me sinto escasso
E nem sei de quem
Do quê

Alcanço o silêncio
E nem consigo ouvir
O que buscava no silêncio
Aqueles velhos batimentos

Os batimentos silenciaram-se
Ou foram silenciados
Por alguém
Talvez
Por mim
E por essa tal doença crônica
Que me deixou nesse estado

Num estado humano
Caminho pelas ruas

Nenhum comentário:

Postar um comentário